Quando se trata de garantir a segurança, a durabilidade e o desempenho das construções, sejam elas novas ou antigas, não há espaço para improviso. Estruturas de concreto deterioradas e fissuras por corrosão de armaduras e vícios construtivos, podem colocar vidas em risco e gerar prejuízos milionários. É nesse cenário que os ensaios tecnológicos do concreto não destrutivos (END) e semi-destrutivos (ESD), se tornam ferramentas imprescindíveis para engenheiros, arquitetos e demais profissionais da construção civil.
Nos últimos anos, o avanço dessas técnicas vem revolucionando a engenharia diagnóstica estrutural, permitindo a avaliação de estruturas com precisão, baixo custo e sem causar danos e transtornos. Mais do que identificar problemas, os ensaios tecnológicos possibilitam monitorar sua evolução e podem determinar a real extensão de manifestações patológicas, embasando decisões estratégicas sobre reparos, reforços e procedimentos de manutenções preventivas.
Por que os Ensaios Tecnológicos são tão importantes?
Imagine poder detectar corrosão nas armaduras, preventivamente, antes que ela cause danos irreversíveis, minimizando custos e transtornos. Isso é possível utilizando ensaios tecnológicos sem precisar danificar o local da estrutura periciada.
Além de evitar intervenções desnecessárias, os ensaios tecnológicos fornecem também dados objetivos sobre as propriedades mecânicas e eletroquímicas do concreto, podendo ser fundamental para:
- Determinar a causa exata dos problemas estruturais;
- Definir com precisão as áreas que necessitam de reparos ou reforços;
- Elaborar laudos técnicos periciais com alto nível de confiabilidade;
- Planejar intervenções mais econômicas, eficazes e seguras, minimizando riscos de colapsos ou outras instabilidades.
O papel dos ensaios tecnológicos nas avaliações estruturais
Os ensaios tecnológicos podem investigar tanto aspectos mecânicos quanto eletroquímicos do concreto. Isso significa que é possível, por exemplo, localizar armaduras, medir cobrimentos, estimar resistências, detectar fissuras internas, avaliar homogeneidade e identificar processos de corrosão em andamento ou potenciais.
Entre os principais métodos utilizados destacam-se:
ENSAIOS TECNOLÓGICOS SEMIDESTRUTIVOS (ESD)
- Percussão e Fissurometria (Métodos e Aplicações) – Aspectos simples e importantes nas investigações técnicas preliminares.
- Frente de Carbonatação (Métodos e Aplicações) – Procedimento colorimétrico que visa delimitar regiões carbonatadas e auxiliar na definição de zonas anódicas e catódicas, conjuntamente com outros ensaios, além de fornecer parâmetros importantes para a execução do ensaio de perfil de cloretos.
- Perfil de Cloretos (Métodos, Aplicações e Limitações) – Procedimento colorimétrico que visa delimitar possíveis regiões do concreto com a presença de cloretos livres, além de auxiliar na definição de zonas anódica e catódicas, conjuntamente com outros ensaios.
- Potencial Elétrico de Corrosão (Métodos, Aplicações e Limitações) – Leitura da medição do potencial elétrico de corrosão com relação a um referencial conhecido, contribuindo para o diagnóstico eletroquímico e para a delimitação de zonas anódicas e catódicas, conjuntamente com outros ensaios.
ENSAIOS TECNOLÓGICOS NÃO DESTRUTIVOS (END)
- Pacometria Simples e Avançada (Métodos e Aplicações) – Localiza armaduras no concreto, suas seções e cobrimentos, dependendo do tipo de cada equipamento, auxiliando na execução de outros ensaios e podendo ser utilizado para a execução de “as built” estrutural.
- Esclerometria (Métodos, Aplicações e Limitações) – Estima a resistência superficial do concreto e indica a sua homogeneidade, podendo indicar parâmetros sobre a resistência à compressão em apenas estruturas novas com algumas limitações metodológicas.
- Ensaio de Ultrassom (Métodos e Aplicações) – Detecta fissuras internas, define a homogeneidade do concreto e estima a sua resistência à compressão com elevado grau de precisão, além de poder avaliar qualitativamente a estrutura e outras propriedades mecânicas.
- Ensaio de Resistividade Elétrica (REC) (Métodos e Aplicações) – Estima uma das principais propriedades eletroquímicas do concreto, sendo fundamental na definição do diagnóstico de processos corrosivos (atual ou futuro), cujo valor da REC é um dos fatores que pode controlar o processo de corrosão nas armaduras.
Essas técnicas fornecem dados que vão muito além da simples inspeção visual. Elas permitem tomar decisões assertivas sobre reparos, reforços estruturais e manutenções preventivas, evitando desperdícios e aumentando a confiabilidade do projeto.
O futuro da engenharia diagnóstica
A tendência é que o uso de ensaios tecnológicos continue crescendo, impulsionado por novas tecnologias de medição e monitoramento. Equipamentos cada vez mais precisos e métodos cada vez mais rápidos permitirão identificar problemas antes mesmo de se tornarem visíveis, ampliando o papel preventivo da engenharia diagnóstica e gerando economia para empresas e proprietários.
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Conteúdo Técnico:
Darcílio Macedo da Fonseca
Engenheiro Civil – CREA- 4348D-PB
Resp. Técnico da Dacon Engenharia